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São Paulo,19/04/2026

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Tarifa Zero: promessa cara demais, governo Lula joga o peso no bolso do pagador de impostos

Enquanto Lula e aliados pintam a tarifa zero como conquista popular, faltam os números que sustentem a conta.


Tarifa Zero: promessa cara demais, governo Lula joga o peso no bolso do pagador de impostos

O presidente Lula (PT) promoveu mais uma promessa midiática para turbinar a imagem eleitoral: tarifa zero no transporte público em todo o Brasil. Pode até soar bonito para quem sofre diariamente com os ônibus lotados — mas o custo real dessa ideia é chocante. Não se trata de generosidade ou de benefício social genuíno, mas de uma clara estratégia de reeleição às custas do contribuinte.

Quanto vai custar essa “gratuidade”?

Segundo estimativas da Warren Investimentos, o impacto fiscal da tarifa zero pode chegar a R$ 4,3 bilhões por ano. E tudo isso para bancar aos domingos e feriados, em todo o Brasil, o transporte urbano que muitos municípios já não conseguem sustentar sem repasses federais.

Em São Paulo, exemplo citado, a tarifa zero adotada aos finais de semana custou R$ 283 milhões em apenas alguns meses. Serve ao eleitorado local? Sim. Mas como política nacional sustentável? Difícil acreditar.

Populismo estatal em vez de responsabilidade fiscal

O governo Lula sabe que medidas visíveis como essa reverberam bem nas periferias — onde ônibus com custo elevado consomem até 20% da renda familiar. Então propõe subsídios, fundos federais, boleiros fiscais, todos mecanismos para manter a máquina estatal grande, dependente e centralizada.

As opções discutidas: usar recursos da CIDE (uma contribuição sobre combustíveis), criar taxa específica ou firmar parcerias entre União, estados e municípios. Todas essas ideias exigem mais dinheiro, mais impostos ou desvio de orçamento de áreas essenciais. A ironia? Muitas dessas fontes já estão no limite ou ameaçadas pela transição energética ou pela queda de arrecadação.

O buraco orçamentário escancarado

Enquanto Lula e aliados pintam a tarifa zero como conquista popular, faltam os números que sustentem a conta:



  • O governo declarou déficit primário de mais de R$ 88 bilhões para o próximo ano;




  • Não há “espaço fiscal” para arcar com mais gastos sem comprometer compromissos constitucionais ou metas macroeconômicas;




  • A tarifa zero, nacionalizada, fará o contribuinte comum pagar por algo que parece “gratis”, mas que custa caro — e será financiado via impostos ou cortes em outras áreas.



Liberdade de escolha versus paternalismo estatal

A promessa de tarifa zero é mais um exemplo de como o Estado se coloca como dono da “boa ideia popular”, ignorando que o cidadão é quem paga. É paternalismo puro: o governo decide o que “beneficia” o povo, mas escolhe como pagar, com que impostos e sacrificando quais outros serviços.

Enquanto isso, quem vive com transporte público pode até ganhar o alívio momentâneo da tarifa, mas perde em longo prazo quando a inflação sobe, ou quando cortes aparecem em saúde, educação ou segurança por causa do rombo fiscal que foi criado.

Entre populismo e responsabilidade

Se o Brasil quiser construir uma nação próspera, não adianta embrulhar promessas caras para o eleitor em discursos bonitos. É preciso menos Estado, menos paternalismo e mais liberdade para que o mercado organize soluções de transporte, com estradas melhores, subsídios bem direcionados e inovação. Soluções sustentáveis não vêm de promessas de “tarifa zero para todos” custeadas por impostos que recaem sobre quem produz.
















A tarifa zero é tentadora como slogan. Mas, quando o governo decide gastar, quem banca é o povo — especialmente os que não têm voz nos palácios. Passar do discurso para a realidade exige coragem de cortar privilégios, reduzir o tamanho do Estado e devolver a liberdade ao contribuinte.




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