Cruzeiro: Ronaldo Fenômeno detalha plano de 8 anos para quitação de dívidas e projeta futuro competitivo
Segundo Ronaldo, a aprovação do plano pela assembleia de credores representa uma "vitória espetacular" para a saúde financeira da instituição.
Em entrevista ao podcast Mano a Mano, apresentado pelo rapper Mano Brown, Ronaldo Nazário, gestor da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Cruzeiro, detalhou o planejamento estratégico para a reestruturação financeira do clube. O ponto central da conversa foi a recente aprovação da Recuperação Judicial (RJ), que estabelece um cronograma de pagamentos para os próximos oito anos.
O Impacto da Recuperação Judicial
Segundo Ronaldo, a aprovação do plano pela assembleia de credores representa uma "vitória espetacular" para a saúde financeira da instituição. A medida permite ao clube:
Previsibilidade: Cronograma de quitação total da dívida em oito anos.
Estabilidade Financeira: Eliminação de juros flutuantes e abusivos que incidiam sobre o passivo acumulado.
Manutenção da Operação: Garantia de fluxo de caixa para manter a equipe competitiva enquanto honra os compromissos do passado.
"Todo o dinheiro que a gente deve não terá mais esses juros altíssimos. Essa dívida já está toda calculada e planejada. Isso me dá tranquilidade para pagar e continuar sendo competitivo", afirmou o gestor.
Estratégia Esportiva: Sobrevivência e Crescimento
Ronaldo foi enfático ao alinhar a realidade financeira com as expectativas dentro de campo. A gestão adotou um discurso de transparência com a torcida para os próximos ciclos:
Ciclo 2023 (Sobrevivência): O objetivo principal foi a permanência na Série A do Campeonato Brasileiro. O foco foi "limpar e organizar a casa" após o retorno da Série B, priorizando a sustentabilidade em vez de investimentos vultosos.
Ciclo 2024 (Competitividade): Com a estrutura financeira estabilizada pela RJ, a projeção é de aumento na geração de receitas. "À medida que o tempo passa e as receitas crescem, nós vamos melhorar e ser mais competitivos", projetou o Fenômeno.
O Risco do Investimento
Ao relembrar o início de sua gestão, Ronaldo destacou a gravidade da situação em que o clube se encontrava. Ele classificou a operação como um resgate crítico, visto que o Cruzeiro corria risco real de extinção devido a uma dívida que superava a marca de R$ 1 bilhão.
"Nós realmente salvamos o Cruzeiro de desaparecer. Eu saí daquele risco de assumir uma dívida bilionária; foi um desafio muito grande, mas o risco maior já ficou para trás", concluiu.
Contexto para o Portal Sensus:
A gestão de Ronaldo no Cruzeiro é frequentemente citada como um "case" de estudo no Direito Desportivo e Empresarial, especialmente pelo uso da Lei das SAFs para renegociar passivos trabalhistas e cíveis.




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