Rombo recorde das estatais: quando o Estado é o parasita e o "contribuinte" paga a conta
Rombo de R$ 8,8 bilhões em apenas sete meses expõe o fracasso das estatais, que viraram cabide político e máquina de sugar impostos, deixando o contribuinte com a conta do desperdício.
Nunca antes na história recente do Brasil, ao menos desde 2002, quando os dados do Banco Central começaram a ser sistematizados, as estatais federais (excluídas Eletrobras e Petrobras) acumularam prejuízo tão grande. Só nos sete primeiros meses de 2025, o rombo chegou a R$ 8,83 bilhões, quase 25% a mais do que todo o déficit recorde de 2024.
Estado grande demais, voz pequena do cidadão
O governo Lula tenta convencer que o problema está no “investimento robusto”, que “resultado contábil negativo não é necessariamente prejuízo”, etc. Mas especialistas apontam o óbvio: má gestão, aparelhamento político, excesso de custo de pessoal, uso de estatais como cabide de empregos e instrumento político.
Quando uma empresa estatal não consegue ser eficiente no mercado, não entrega valor, e mesmo assim consome recursos públicos, isso se traduz no aumento de impostos, no corte de serviços públicos essenciais ou na inflação, pois alguém tem que pagar a conta. É o contribuinte que financia o elefante estatal.
O mito do investimento justificando o déficit
O discurso oficial é: “investimos, isso leva tempo, não reflita só nos números hoje”. Pode até haver mérito em investir. Mas o problema é que o Estado frequentemente investe mal, coloca recursos em projetos fantasiosos, aquisições superfaturadas, obras paradas e custa mais do que produz.
Não basta dizer “investimento”, é necessário transparência, responsabilidade, gestão profissional. Do contrário, o “investimento” vira eufemismo para desperdício.
Consequências práticas para quem vive fora do planalto
Carga tributária: para cobrir os prejuízos, o Estado vai aumentar impostos ou manter taxas altas, que pesam sobretudo sobre quem trabalha e empreende.
Endividamento crescente: déficits recorrentes elevam a dívida pública, comprometendo o orçamento futuro.
Concorrência distorcida: estatais inchadas apitam o compasso do setor privado, que poderia operar com mais eficiência, menores custos e mais inovação.
Serviços públicos prejudicados: saúde, educação, segurança, tudo isso sofre quando o governo prioriza tapar buracos estatais em vez de investir bem nessas áreas.
Soluções libertárias
Privatizações ou concessões de setores estratégicos que estão sob controle estatal desastre: abrir para quem pode operar com eficiência.
Reduzir o tamanho do Estado, enxugar estatais, cortar cabides, focar em funções essenciais.
Exigir transparência: relatórios públicos, auditorias externas, avaliação de desempenho para estatais.
Limitar intervenções políticas nas estatais: leis que impeçam indicação partidária, cargos comissionados excessivos, desvios orçamentários e projetos fantasmas.
Editorial
O déficit recorde das estatais não é só um “problema contábil”, é a expressão viva do autoritarismo fiscal que sufoca o povo. É o Estado cobrando do contribuinte para manter maquinário inchado, ineficiente e politizado.
Para garantir liberdade, prosperidade e justiça, o Brasil precisa reduzir o poder do Estado, não assoprar déficits como se fossem simples “reajustes técnicos”. O ideal é menos estatalismo, menos impostos elevados, mais mercado aberto; e que o cidadão não seja o sacrifício silencioso de promessas estatais.



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