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São Paulo,05/04/2026

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Anomalia no Atlântico Sul intriga cientistas e preocupa sul do Brasil

A anomalia está se intensificando e se movendo para o oeste, tendo aumentado cerca de 5% nesse período e cobrem toda a região sul do Brasil.


Anomalia no Atlântico Sul intriga cientistas e preocupa sul do Brasil

Uma anomalia magnética no Oceano Atlântico Sul, que abrange o sul e o sudeste do Brasil, está crescendo, conforme revela o mais recente relatório publicado pelo governo dos Estados Unidos. A Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS), monitorada por várias agências internacionais que compõem o World Magnetic Model (WMM), se encontra em uma área onde a magnetosfera, a camada protetora que circunda a Terra, é mais fraca.

“A anomalia está se intensificando e se movendo para o oeste, tendo aumentado cerca de 5% nesse período. Esse deslocamento se aproxima de regiões propensas a danos por radiação em satélites,” afirmaram os autores do relatório.

Os dados foram comparados com os de 2019 pela Agência Espacial Europeia (ESA), e seus satélites Swarm confirmaram a precisão dos modelos atuais. As informações detalham que a anomalia pode causar diversos impactos, desde danos potenciais aos satélites devido à radiação excessiva, até a interferência na propagação de ondas de rádio. Devido ao crescimento da AMAS próximo à América do Sul, houve uma redução na proteção magnética da Terra nesta área, especialmente no sul e sudeste do Brasil, até a faixa que se estende à África.

A magnetosfera desvia a energia prejudicial à vida na Terra, mantendo-a a uma distância segura da superfície em zonas chamadas cinturões de Van Allen.

Interesse das Agências

A AMAS é monitorada por agências como a ESA, a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) e, mais recentemente, pelo Brasil, que lançou o nanossatélite NanosatC-BR2 para esta missão.

"As agências espaciais têm interesse na anomalia porque, nessa região, o campo magnético é mais fraco, permitindo que partículas do vento solar entrem com mais facilidade. O fluxo de partículas carregadas é muito mais intenso," explicou o doutor em Física e pesquisador do Observatório Nacional, Marcel Nogueira.

Uma consequência já compreendida é o impacto nos satélites em órbita da Terra. Ao passarem pela região de baixa proteção, eles podem sofrer avarias devido ao fluxo de radiação cósmica.

“Isso faz com que, quando os satélites passam por essa região, eles precisem, às vezes, entrar em stand by, desligando momentaneamente alguns componentes para evitar danos,” completou Nogueira.

Além do NanosatC-BR2, lançado em parceria com a agência espacial da Rússia, o Brasil possui dois observatórios magnéticos, Vassouras, no Rio de Janeiro, e Tatuoca, na região amazônica, focados em responder às principais questões sobre essa anomalia.




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