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São Paulo,04/04/2026

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Observatório Nacional Contribui para Monitoramento da Anomalia Magnética do Atlântico Sul

Desde 2015, o Observatório de Vassouras funciona continuamente, desempenhando um papel essencial no estabelecimento de modelos globais e na compreensão da origem da Amas.


Observatório Nacional Contribui para Monitoramento da Anomalia Magnética do Atlântico Sul

O Observatório Nacional (ON) tem desempenhado um papel crucial no monitoramento da Anomalia Magnética do Atlântico Sul (Amas), região que abrange o Sul e o Sudeste do Brasil.

A Amas se destaca por apresentar uma intensidade mais fraca do campo magnético terrestre, e seu crescimento em direção ao oeste tem atraído a atenção dos cientistas. No entanto, segundo o ON, a Amas não representa motivo de preocupação.

Para monitorar essa anomalia, o ON opera dois observatórios principais. O observatório de Tatuoca está localizado em uma ilha em Belém, no Pará, enquanto o observatório de Vassouras está situado no interior do Rio de Janeiro. Além desses, o ON conta com várias estações magnéticas distribuídas pelo país.

Desde 2015, o Observatório de Vassouras funciona continuamente, desempenhando um papel essencial no estabelecimento de modelos globais e na compreensão da origem da Amas. Este observatório complementa as missões de satélites que registram o campo magnético terrestre.

Os dados coletados no Brasil são especialmente valiosos porque cobrem uma área com poucos dados magnéticos disponíveis, colocando o país em uma posição privilegiada para desenvolver estudos em geomagnetismo.

O tecnologista sênior do ON, André Wiermann, explicou em nota que a movimentação da anomalia é lenta e gradual. "Esse processo é contínuo e não afeta de forma significativa a vida das pessoas na Terra", afirmou.

É comum que o campo magnético da Terra apresente variações dependendo da localização e da época.

O campo magnético atua como um escudo protetor contra radiações cósmicas e o vento solar. Na região da Amas, essa proteção é mais fraca, permitindo que partículas entrem com mais facilidade. No entanto, segundo Wiermann, isso não é motivo para alarme, pois os principais impactos são sofridos pelos satélites.

A Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa) e a Agência Espacial Europeia (ESA) também monitoram a anomalia. De acordo com a Nasa, analisar o fenômeno é fundamental para entender os mecanismos que produzem o campo magnético da Terra e suas mudanças.

Graças ao monitoramento constante, os satélites estão preparados para lidar com o campo magnético mais fraco da anomalia. "Quando os satélites passam pela região da Amas, eles podem entrar em modo de espera para evitar danos. É como um eletrodoméstico que deve ser desligado durante uma oscilação de energia para não queimar", explicou Wiermann.




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