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São Paulo,05/04/2026

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Primeiro transplante de útero em vida na América Latina é realizado no Hospital das Clínicas

O transplante é indicado para mulheres em idade fértil que não possuem útero ou que o perderam devido a complicações durante a gestação.


Primeiro transplante de útero em vida na América Latina é realizado no Hospital das Clínicas

O Hospital das Clínicas da FMUSP fez história ao realizar, no dia 17 de agosto, o primeiro transplante de útero bem-sucedido entre pessoas vivas na América Latina. A cirurgia foi realizada em uma mulher que nasceu sem útero devido à síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser (MRKH), que recebeu o órgão de sua irmã, marcando um importante avanço na medicina reprodutiva. A equipe responsável pelo procedimento foi composta pela Divisão de Ginecologia e pelo Serviço de Transplante de Órgãos do hospital. Este feito é um marco nas pesquisas sobre transplantes, especialmente considerando que a instituição já havia realizado um transplante uterino a partir de uma doadora falecida, que resultou no nascimento de um bebê saudável em 2017.


O transplante é indicado para mulheres em idade fértil que não possuem útero ou que o perderam devido a complicações durante a gestação. O professor Wellington Andraus, que coordena o transplante de órgãos no hospital, ressaltou a crescente demanda por esse tipo de procedimento, que, embora ainda seja considerado experimental, apresenta resultados promissores. Após a cirurgia, as pacientes mostraram uma recuperação satisfatória. A receptora do transplante teve seu ciclo menstrual restabelecido 32 dias após o procedimento. Para ser elegível para o transplante, a paciente deve ser saudável, ter menos de 35 anos e não apresentar doenças crônicas. A doadora, por sua vez, deve ter tido pelo menos um filho e não desejar mais engravidar.


A expectativa é que a receptora possa realizar a primeira fertilização in vitro (FIV) aproximadamente seis meses após o transplante. O verdadeiro sucesso do procedimento será confirmado quando a paciente conseguir engravidar e dar à luz, completando assim um ciclo que pode transformar vidas e oferecer novas oportunidades para mulheres que enfrentam dificuldades reprodutivas.






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