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São Paulo,25/02/2026

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Inverno começa no Brasil com expectativa de clima mais úmido, mas temperaturas ainda acima da média

O inverno de 2025 começa oficialmente nesta sexta-feira (20).


Inverno começa no Brasil com expectativa de clima mais úmido, mas temperaturas ainda acima da média

O inverno de 2025 começa oficialmente nesta sexta-feira (20), às 23h42 (horário de Brasília), no hemisfério sul. A estação é tradicionalmente marcada pela presença de massas de ar frio, redução da radiação solar e temperaturas mais baixas, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), são comuns, neste período, a formação de geadas, nevoeiros e episódios de friagem em estados como Mato Grosso, Rondônia, Acre e Amazonas.

Este ano, no entanto, o cenário climático apresenta particularidades. O Brasil encontra-se atualmente em uma fase de neutralidade climática, ou seja, sem a influência direta dos fenômenos El Niño ou La Niña. O oceano Pacífico equatorial registra temperaturas dentro da média, o que, segundo a Climatempo, pode favorecer uma transição suave até a chegada da primavera, quando os efeitos de um novo resfriamento global podem ser sentidos de forma mais evidente.

As mudanças climáticas afetam o inverno?
Especialistas alertam que as mudanças climáticas globais vêm alterando o comportamento típico das estações, tornando os invernos menos previsíveis. Ondas de calor fora de época, secas prolongadas e chuvas irregulares têm sido observadas com maior frequência, o que exige maior atenção às atualizações meteorológicas e ações de adaptação. Segundo o climatologista Carlos Nobre, membro da Academia Brasileira de Ciências, “as mudanças climáticas têm causado maior variabilidade nos padrões de temperatura e precipitação, tornando os invernos menos previsíveis e, em alguns casos, mais secos ou mais quentes do que a média histórica”.


Ele destaca que há uma tendência de aumento das chamadas ondas de calor fora de época, secas prolongadas e mudanças nos padrões de circulação atmosférica. “O que vemos hoje são eventos extremos se tornando mais frequentes — inclusive durante o inverno, que tradicionalmente era mais estável. Isso exige adaptação e políticas públicas eficazes para proteger a população, especialmente nas regiões mais vulneráveis”, conclui Nobre.

Chuvas e temperatura

Apesar de o inverno ser tipicamente seco nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, há previsão de chuvas pontuais entre agosto e setembro, devido à passagem de frentes frias e à formação de corredores de umidade. O leste do Nordeste também continuará registrando chuvas, embora com menor intensidade do que no outono.

Em relação à temperatura, a expectativa é que, mesmo com a entrada do inverno, os termômetros mantenham médias acima do normal em boa parte do país. Calor intenso pode ser registrado especialmente no Centro-Oeste e em Tocantins, entre agosto e setembro. Por outro lado, há maior possibilidade de neve neste ano, em relação aos dois últimos invernos, principalmente nas áreas mais elevadas da região Sul, entre os meses de julho e agosto.

Risco de queimadas e seca

O início do inverno também marca o período de monitoramento mais intenso das queimadas, em razão da estiagem que predomina em grande parte do território. Em 2025, a previsão de um inverno um pouco mais úmido nos meses finais pode ajudar a reduzir a gravidade das queimadas.

No entanto, há preocupação com a região do Matopiba (abrangendo partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), onde o retorno das chuvas pode ocorrer de forma tardia na primavera, elevando o risco de incêndios florestais no fim do inverno e início da próxima estação.

Alertas em vigor

O Inmet emitiu avisos meteorológicos para diversas regiões do país. Entre eles:



  • Chuvas intensas no Amazonas, Roraima, Amapá e Pará;




  • Acúmulo de chuva no litoral do Nordeste, em estados como Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas;




  • Baixa umidade em áreas do Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul;




  • Chuvas fortes no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.



Dúvidas comuns sobre o inverno

Como se proteger do frio?

Durante os períodos de queda de temperatura, é importante usar roupas adequadas, manter a casa arejada, mas sem correntes de vento, e utilizar cobertores e aquecedores com segurança. Pessoas em situação de vulnerabilidade são as mais afetadas, por isso campanhas de agasalho se tornam ainda mais importantes nessa época.

Quais alimentos ajudam a enfrentar o inverno?

Alimentos ricos em nutrientes e que ajudam a fortalecer a imunidade são indicados, como sopas com legumes, proteínas magras, grãos, frutas cítricas (ricas em vitamina C) e chás. Evitar excesso de comidas muito gordurosas pode ajudar o corpo a manter energia sem sobrecarregar a digestão.

O inverno pode agravar problemas respiratórios?

Sim. O ar seco, comum nesta estação, pode favorecer o agravamento de doenças como asma, rinite, sinusite e bronquite. Por isso, é essencial manter a hidratação do corpo, umidificar os ambientes e evitar exposição prolongada ao frio sem proteção adequada.


















📌 Acompanhe as atualizações do clima em seu estado e fique atento aos avisos do Inmet e da Defesa Civil. A prevenção é essencial para enfrentar com segurança a estação mais fria do ano.




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