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São Paulo,14/02/2026

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Novos arquivos do caso Jeffrey Epstein repercutem na política internacional

Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA citam nomes de políticos e membros da realeza em diversos países.


Novos arquivos do caso Jeffrey Epstein repercutem na política internacional

A divulgação recente de milhões de arquivos relacionados ao financista Jeffrey Epstein pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos gerou repercussões no cenário político internacional. Os documentos, que incluem e-mails, fotografias e registros de conversas, mencionam ex-presidentes, membros de governos em exercício, diplomatas, parlamentares e integrantes de casas reais em diferentes países e continentes.

Estados Unidos:
Nos EUA, figuras proeminentes da política são citadas, incluindo o atual presidente Donald Trump e o ex-presidente Bill Clinton, juntamente com sua esposa, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton. Trump aparece em registros da década de 1990 e início dos anos 2000, período anterior à condenação de Epstein. O presidente nega envolvimento em crimes e afirma ter rompido relações com o financista antes de sua prisão, questionando a autenticidade de alguns documentos. Bill Clinton reconheceu ter utilizado aeronaves de Epstein em missões da Fundação Clinton, mas nega ter estado na ilha do financista ou qualquer irregularidade. Hillary Clinton declarou não ter tido relação relevante com Epstein. Ambos concordaram em prestar depoimento ao Congresso no âmbito das investigações legislativas sobre o caso. Outros nomes citados incluem Howard Lutnick, Elon Musk, Bill Gates, Larry Summers e Steve Bannon, sem acusações formais de crimes relacionados ao caso.

Europa:
No Reino Unido, os arquivos indicam uma relação próxima entre Epstein e Peter Mandelson, ex-ministro do Partido Trabalhista, ex-comissário europeu e ex-embaixador britânico nos EUA. Documentos apontam troca de e-mails e recebimento de dinheiro por parte de Mandelson. O ex-ministro é alvo de investigações. O caso também levanta questionamentos sobre o governo do premiê trabalhista Keir Starmer, que admitiu saber das ligações de Mandelson com Epstein. A monarquia britânica também é mencionada, com fotos envolvendo o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor.

Na Noruega, a princesa herdeira Mette-Marit é citada por manter contato com Epstein após sua condenação em 2008, inclusive hospedando-se em uma de suas propriedades. O primeiro-ministro Jonas Gahr Støre criticou a postura da princesa. Mette-Marit pediu desculpas publicamente.

Na Eslováquia, o ex-ministro das Relações Exteriores Miroslav Lajčák renunciou ao cargo de conselheiro de segurança nacional após a divulgação de mensagens trocadas com Epstein. O atual presidente Peter Pellegrini e o primeiro-ministro Robert Fico também foram mencionados em e-mails de terceiros, mas negaram relação direta.

Eleições de meio de mandato nos EUA:
A divulgação dos arquivos coincide com o ano das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA. Democratas utilizam o caso para criticar o governo Trump, enquanto republicanos focam no ex-presidente Clinton. Especialistas analisam o possível impacto das revelações no pleito.




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