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São Paulo,14/02/2026

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Enviado dos EUA é vaiado ao citar Netanyahu durante evento em Tel Aviv

Manifestações refletem o aumento das tensões políticas internas em Israel no contexto do acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos.


Enviado dos EUA é vaiado ao citar Netanyahu durante evento em Tel Aviv

Milhares de pessoas vaiaram o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante um evento realizado neste sábado (11) na Praça dos Reféns, em Tel Aviv. A reação ocorreu enquanto o enviado dos Estados Unidos ao Oriente Médio, Steve Witkoff, discursava para uma plateia que agitava bandeiras americanas.


O público respondeu com entusiasmo sempre que Witkoff mencionava o presidente dos EUA, Donald Trump. No entanto, ao citar Netanyahu, a multidão interrompeu a fala com vaias. “Pessoal, deixem-me terminar este pensamento [...] acreditem, ele foi uma parte muito importante aqui”, disse o enviado, tentando concluir sua fala.


O evento ocorreu após Israel aceitar um plano de trégua proposto pelo presidente Trump, que levou à retirada de tropas israelenses de várias áreas da Faixa de Gaza em 10 de outubro. A medida iniciou um cronograma de 72 horas para a libertação dos reféns mantidos pelo grupo Hamas.


Entre os presentes estavam Ivanka Trump e Jared Kushner, filha e genro do presidente norte-americano. Parte do público pediu que Trump fosse indicado ao Prêmio Nobel da Paz.


As vaias direcionadas a Netanyahu refletem o crescimento do descontentamento interno em Israel. Críticos afirmam que o premiê prolongou o conflito em Gaza, evitou assumir responsabilidades pelas falhas de segurança que permitiram os ataques de 7 de outubro de 2023 e dificultou as negociações para a libertação dos reféns.


A reação provocou respostas imediatas de aliados do governo. O vice-primeiro-ministro e ministro da Justiça, Yariv Levin, classificou as vaias como “uma grande vergonha”. Ele destacou que o momento deveria ser de “profunda gratidão” ao premiê, afirmando que Netanyahu “tirou Israel de um dos períodos mais difíceis de sua história e alcançou conquistas históricas nos últimos dois anos”.


Segundo Levin, muitos dos manifestantes são “os mesmos que exigiram concessões perigosas no passado” e agora se beneficiam das ações do governo.


O episódio ocorre em meio a forte tensão política interna, com protestos frequentes contra Netanyahu e pressão internacional sobre o governo israelense.


Libertação de reféns


Famílias israelenses aguardam a libertação dos reféns sequestrados pelo Hamas há dois anos. Pelo acordo aprovado na quarta-feira (8), o grupo tem 72 horas para libertar todos os 48 reféns, dos quais 20 estão vivos. O prazo termina às 6h de segunda-feira (13), pelo horário de Brasília.


Milhares de palestinos começaram a retornar para suas casas na Faixa de Gaza após a entrada em vigor do cessar-fogo. O presidente Donald Trump afirmou acreditar que os reféns retornarão a Israel até segunda-feira, podendo ocorrer ainda no fim de semana.




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