Trump, 79, tem “idade cardíaca” de 65 anos e é declarado em “saúde excepcional” por médico da Casa Branca
Memorando médico aponta vitalidade cardiovascular 14 anos mais jovem que sua idade cronológica, enquanto o presidente mantém agenda intensa e viagens internacionais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de 79 anos, foi declarado em “saúde excepcional” após uma avaliação médica de rotina, segundo um memorando divulgado pela Casa Branca na noite de sexta-feira (10). O documento afirma que a “idade cardíaca” de Trump equivale a 65 anos, ou seja, 14 anos mais jovem do que sua idade real.
Trump reassumiu a Presidência em janeiro e se tornou o presidente mais velho a iniciar um mandato nos Estados Unidos. Ainda assim, mantém uma agenda intensa e está programado para viajar ao Oriente Médio no domingo, após intermediar o recente acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza.
“Trump continua com uma saúde excepcional, exibindo um forte desempenho cardiovascular, pulmonar, neurológico e físico”, declarou Sean Barbabella, médico do presidente, no memorando enviado à secretária de imprensa Karoline Leavitt.
A avaliação incluiu exames preventivos e imunizações — entre elas, vacinas anuais contra a gripe e doses de reforço atualizadas contra a Covid-19 —, em preparação para compromissos internacionais.
A “idade cardíaca”, medida validada por exames de ECG, indicou que o sistema cardiovascular do presidente está em condição semelhante à de alguém de 65 anos, reforçando o tom positivo do relatório.
Histórico de exames e condições
A saúde de Trump tem sido tema recorrente, especialmente após Joe Biden desistir da candidatura à reeleição em 2024, em meio a questionamentos sobre sua aptidão física. Durante a campanha, Trump fez questão de se apresentar como mais vigoroso em comparação ao antecessor democrata.
Na manhã de sexta-feira, Trump foi ao Walter Reed National Military Medical Center, em Bethesda (Maryland), para o check-up anual e para se encontrar com tropas. A última bateria completa de exames havia ocorrido há seis meses.
Em julho, a Casa Branca divulgou que Trump apresentava inchaço nas pernas e hematomas na mão direita, após imagens mostrarem tornozelos inchados. Segundo Barbabella, os exames confirmaram uma insuficiência venosa crônica, condição comum e benigna em pessoas acima dos 70 anos. Já o hematoma foi atribuído a apertos de mão frequentes e ao uso de aspirina em um regime de prevenção cardiovascular.
Desde então, a Casa Branca tem minimizado preocupações adicionais e não detalhou o tratamento para a insuficiência venosa.
Com a nova avaliação positiva, Trump reforça sua imagem de vigor físico em um momento de intensa atividade política e diplomática.




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