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São Paulo,14/02/2026

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Carlos Valentim

Inclusão no MorumBIS: quando a paixão pelo São Paulo esbarra na falta de acessibilidade

Incluir não é favor, é obrigação legal e moral.

imagem arquivo
Inclusão no MorumBIS: quando a paixão pelo São Paulo esbarra na falta de acessibilidade Inclusão : O grito de gol precisa ser para todos.


Inclusãono MorumBIS: quando a paixão pelo São Paulo esbarra na falta de acessibilidade

O SãoPaulo Futebol Clube carrega em sua história títulos, ídolos e um dos maioresestádios do país. O MorumBIS, orgulho da torcida tricolor, deveria ser tambémum espaço de inclusão, onde todos pudessem viver a emoção do futebol de formadigna. Mas, para muitos torcedores com deficiência (PCD), o sonho de acompanharo time no estádio ainda esbarra em descaso, humilhação e improviso.

Não éexagero: os relatos são claros. NelintonFrancisco, idealizador do projeto Torcida Tricolor PCD, denunciaum setor exclusivo precário, mal localizado, molhado, sujo, sem estrutura deapoio.

“As lonasestão furadas, e não há suporte para quem precisa de assistência. […] Nós PCD’snão temos a quem recorrer. O atual diretor de acessibilidade basicamente nãovai aos jogos.”

O caso deMario Rodrigues, que enfrentoudez horas de fila sob chuva para retirar um ingresso gratuito, beira o absurdoem pleno 2025. Já Ernesto Garcianão esconde à revolta:

“Foi umadas coisas mais humilhantes que já presenciei. Jamais pensei em ver o clube quetanto amo tratar pessoas com deficiência desta forma.”

Mesmodiante desse cenário, a torcedora Amandainsiste no amor pelo clube:

“Fariatudo novamente pelo amor que tenho ao São Paulo, mas o que aconteceu éinadmissível. Precisamos de mudanças.”

Eis oparadoxo: paixão e sofrimento andam lado a lado nas arquibancadas destinadasaos PCDS.

Entre o marketing e arealidade

É verdadeque o São Paulo inovou com o cadastro facial e inaugurou a Sala TEA + Tricolor, espaço sensorialvoltado a torcedores autistas. São passos importantes, que merecemreconhecimento. Mas não se podem confundir ações pontuais com acessibilidadeplena. Incluir não é só instalartecnologia ou cortar fitas de inauguração: é garantir dignidade no dia a dia.

OMorumBIS pode até estampar campanhas de inclusão, mas de nada adianta quandotorcedores são submetidos a filas intermináveis, setores mal cuidados e até aorisco da ação de cambistas, como já foi denunciado.

Inclusão exige presença

Se o SãoPaulo quer ser referência, precisa ir além do discurso. É urgente:

  • Melhorar a manutenção dosespaços destinados a PCDS.
  • Rever a logística deretirada de ingressos.
  • Garantir a presença ativa deum departamento de acessibilidade em cada jogo.
  • Preparar seguranças efuncionários para lidar com respeito e sensibilidade.

A arquibancada não podeser desigual

O SãoPaulo se orgulha de ter uma das maiores torcidas do Brasil. Mas não podeesquecer que essa torcida é diversa — composta por cadeirantes, autistas,pessoas com baixa visão, famílias inteiras que desejam apenas estar perto doclube que amam.

Incluirnão é favor, é obrigação legal e moral. A diretoria tricolor tem nas mãos achance de transformar o MorumBIS em exemplo de acessibilidade. Não basta abriros portões: é preciso garantir que todos possam entrar e torcer com igualdade.

Porque,no fundo, a emoção de gritar “gol” não pode conhecer barreiras.

Por: Carlos Roberto Valentim – sensusnoticias.com.br.



COMENTÁRIOS

Muito pertinente essa sua reivindicação, talvez não seja só no estádio do Morumbi que tenha essa ineficiência quando se trata da questão de acessibilidade, porém já um passo muito positivo que alguém tenha a iniciativa de fazer esse tipo de solicitação. Meus parabéns!!!

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