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Tony Araújo

Polarização Política e Segurança Pública: Desafios em Meio à Pré-Campanha Eleitoral de 2026

Cenário de Incertezas

Foto da Internet, livre de direitos autorais
Polarização Política e Segurança Pública: Desafios em Meio à Pré-Campanha Eleitoral de 2026 Praça Dos Três Poderes; Brasília, Distrito Federal

O Brasil na Encruzilhada: Entre a Toga, a Urna e o Caos Urbano



Salvador, 7 de novembro de 2025

 

O Brasil de hoje é uma crônica de tensões e paradoxos, umpaís que parece viver com um olho no presente conflituoso e outro já fixado nohorizonte de 2026. O cenário político assemelha-se a um tabuleiro onde osmovimentos de hoje são meticulosamente calculados para o jogo de amanhã,enquanto a realidade das ruas clama por soluções imediatas, especialmente nasegurança pública.

A polarização política não é mais uma mera característica dodebate; é o próprio ar que se respira, contaminando a percepção pública sobreas instituições e os fatos. A dicotomia entre "nós" e"eles" se aprofundou e agora se reflete até mesmo na avaliação depoderes que deveriam ser imparciais. Neste cenário conturbado, o estado do Riode Janeiro, por exemplo, tem se destacado não apenas pelo clima eleitoral, mastambém pela crise de segurança pública que desafiam a população e asautoridades e dividindo ainda mais os três lados: estado da Guanabara, Repúblicae STF.

No dia 28 de outubro, uma grande operação das forças desegurança foi realizada nas comunidades do Rio de Janeiro, com o objetivo decombater o tráfico de drogas e a violência urbana. A operação, que mobilizoupoliciais militares e civis, resultou em confrontos intensos, desdobrando-se emcríticas por parte de especialistas em segurança pública e organizações dedireitos humanos. Defensores sustentam que tais operações, muitas vezes, gerammais insegurança do que segurança, agravando a polarização entre os cidadãosque apoiam um endurecimento da política de segurança e aqueles que clamam porabordagens mais humanizadas e integradas. Porém, pesquisas realizadasposteriormente mostram que essas ações têm aprovação da maioria dos cariocas efluminenses, eles que são as verdadeiras vítimas da falta de uma ação repressivae mais contundente, que seja capaz de traduzir em alívio para as pessoas quehabitam naquelas comunidades.

A radicalização política no Brasil, acentuada nas últimaseleições, influencia diretamente a percepção de segurança pública. De um lado,alguns candidatos e partidos defendem a continuidade de operações ostensivas,argumentando que medidas mais rígidas são necessárias para restaurar a ordem.Do outro, há uma crescente demanda por reformas que priorizem a prevenção e ainclusão social. Esta divisão se intensifica à medida que grupos políticostentam capitalizar o tema da segurança para angariar votos nas próximas eleições,especialmente os clérigos do planalto e seus aliados.

No epicentro dessa dinâmica, o Supremo Tribunal Federal(STF), e em particular o ministro Alexandre de Moraes, tornaram-se figurascentrais e, para muitos, controversas. As decisões da Corte, muitas vezesvistas como necessárias para a defesa da democracia, são, por outraperspectiva, interpretadas como interferências políticas. Moraes, relator deações cruciais como a que investiga tramas golpistas, é um alvo constante decríticas, especialmente da direita, que o acusa de parcialidade. A polarizaçãochegou ao ponto em que a confiança no Supremo varia drasticamente de acordo como espectro político do cidadão.

Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) vemdesempenhando um papel crucial nesse debate, influenciando tanto as diretrizesdas políticas de segurança quanto as normas que regem a atuação das forçaspolicias. Recentemente, o STF tem sido instado a se pronunciar sobre alegalidade de algumas dessas operações de segurança, especialmente em áreasvulneráveis, onde o uso da força é frequentemente questionado.

As escolhas feitas pelo STF podem ter um impactosignificativo nas estratégias políticas de candidatos às eleições de 2026,especialmente em um contexto onde temas como segurança e economia estão emconstante debate, necessitando de atenção estratégica e especial.

Já o presidente Lula, declarado candidato à reeleiçãopresidencial do ano que vem, por sua vez, navega nessas águas turbulentas. Seugoverno enfrenta pressões em diversas frentes, e a gestão da segurança públicaemerge como um dos temas mais desafiadores. Crises na segurança, como asrecentes megaoperações no Rio de Janeiro, colocam o governo em xeque e geram umdebate acalorado que opõe o Executivo, o STF e o Congresso. A direita, atenta,aposta nessa pauta como um trunfo para as próximas disputas, articulandoalianças e propostas, como a PEC da Segurança Pública, de olho em 2026. Dooutro lado, fica o povo, este que é quem paga toda conta; sejam as contas dospalanques (despesas de campanhas); sejam as contas da falta do cumprimento das promessasfeitas em anos eleitorais.

Em resumo, o Brasil atravessa um período de intensa agitaçãopolítica, onde a segurança pública é o pano de fundo, o STF atua como árbitro(e, em certas ocasiões, como parte envolvida) dos processos, Alexandre deMoraes figura como o protagonista de decisões que geram controvérsias e o anode 2026 serve como o objetivo final que orienta todas as táticas neste complexoe incerto jogo de poder.



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