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São Paulo,14/02/2026

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Brics vai discutir tarifas ‘unilaterais’, guerras, IA e mudanças climáticas no Rio de Janeiro

Apesar do cenário tenso, o documento não cita diretamente o presidente Donald Trump, que anunciou nesta semana o envio de cartas aos parceiros comerciais dos EUA comunicando a aplicação iminente das tarifas.


Brics vai discutir tarifas ‘unilaterais’, guerras, IA e mudanças climáticas no Rio de Janeiro

O Brics manifestará “sérias preocupações” com o aumento de tarifas “unilaterais” na declaração final da sua cúpula, que começa neste domingo (6), no Rio de Janeiro. Segundo o texto preliminar acordado pelos negociadores neste sábado, o bloco condena o crescimento de medidas tarifárias e não tarifárias que distorcem o comércio global e violam as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Apesar do cenário tenso, o documento não cita diretamente o presidente Donald Trump, que anunciou nesta semana o envio de cartas aos parceiros comerciais dos EUA comunicando a aplicação iminente das tarifas. Na abertura do evento empresarial do Brics, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, diante do ressurgimento do protecionismo, cabe às nações emergentes defender o regime multilateral de comércio e promover reformas na arquitetura financeira internacional.

Os ministros das Finanças dos países-membros também divulgaram uma declaração conjunta expressando preocupação com a escalada da tensão tarifária.

Consenso frágil sobre Oriente Médio

Um dos temas mais sensíveis da cúpula, a escalada bélica no Oriente Médio, chegou a um consenso moderado entre os negociadores. O Irã, membro do grupo desde 2023, esperava um posicionamento mais firme contra os ataques na região. Contudo, a declaração final manterá “a mesma mensagem” divulgada no mês passado, que expressa “profunda preocupação” com os bombardeios realizados por Israel e Estados Unidos contra o Irã.

O presidente iraniano Masoud Pezeshkian não comparecerá à reunião no Rio, sendo substituído pelo chanceler Abbas Araqchi. Para especialistas, a tendência é que a cúpula adote um tom cuidadoso em relação aos EUA. Marta Fernández, diretora do BRICS Policy Center da PUC-RJ, destaca que a China tem mantido postura contida sobre o Oriente Médio, e uma cúpula dominada por esse conflito não atende aos interesses de Pequim.

Após o bombardeio ordenado por Trump em junho contra instalações nucleares iranianas, o Brics emitiu uma declaração vaga, resultado das divergências internas, especialmente com países como Índia, que mantêm acordos comerciais com os EUA e evitam se indispor.

Novos membros e temas prioritários

Nos últimos dois anos, o Brics ampliou sua composição para incluir Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes, Etiópia, Indonésia e Irã, reforçando seu papel como representante do Sul Global. Além da declaração final, o bloco deve lançar outras três notas sobre mudanças climáticas, governança da inteligência artificial e cooperação em saúde pública.










Para garantir a segurança do evento, as Forças Armadas mobilizaram mais de 20 mil agentes no Rio de Janeiro e vão empregar caças equipados com mísseis para controlar o espaço aéreo — uma medida inédita desde os Jogos Olímpicos de 2016.





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