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São Paulo,14/02/2026

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Inflação de Base Monetária x Inflação de Preços ao Consumidor: o que o governo não quer que você entenda

A diferença entre inflação de base monetária e inflação de preços explica como governos expandem moeda sem gerar riqueza — e por que essa conta sempre recai sobre quem produz.

“Inflação de base monetária” não é a mesma coisa que a inflação de preços ao consumidor que sentimos diariamente no mercado, no posto de gasolina ou na padaria. Essa distinção, quase sempre ignorada pelo governo e pela grande mídia, é fundamental para entender por que o Estado é o verdadeiro motor da desvalorização do dinheiro.

A chamada inflação de base monetária ocorre quando aumenta a quantidade de dinheiro circulando na economia, muito antes de isso se refletir no índice oficial de preços (como o IPCA). O Banco Central acompanha esse fenômeno por meio dos agregados monetários — medidas que mostram quanto dinheiro está disponível no sistema.

Pense numa pirâmide: na base está o dinheiro mais líquido (fácil de usar), e nas camadas superiores, ativos menos líquidos.

M0 – A base monetária



  • Inclui todo o dinheiro físico em circulação (cédulas e moedas) e as reservas que os bancos comerciais mantêm no Banco Central.




  • É o agregado mais básico e, justamente por isso, o que o governo pode manipular de forma mais direta.



M1 – Dinheiro imediato



  • Soma o M0 mais os depósitos à vista (contas correntes).




  • Representa o dinheiro que está imediatamente disponível para transações, e por isso é um dos indicadores mais importantes para medir a liquidez real na economia.



A diferença que poucos explicam

Enquanto a inflação de preços ao consumidor mede o aumento do custo de vida (quando o pão, o arroz ou a gasolina ficam mais caros), a inflação de base monetária mostra o quanto o governo já está corroendo o valor do seu dinheiro ao simplesmente imprimir mais moeda ou expandir crédito.

É nesse ponto que o cidadão é enganado: o aumento de preços é tratado como “culpa do mercado” ou de “fatores externos”, mas a raiz do problema está na expansão monetária feita pelo próprio Estado.

O peso do Estado no seu bolso

Cada vez que o governo decide gastar além da conta e emite moeda para se financiar, ele está criando uma inflação silenciosa, que logo mais chegará ao supermercado. É um imposto invisível, que não aparece na sua folha de pagamento, mas que diminui seu poder de compra todos os dias.













Eis o paradoxo: quanto mais o governo promete “controlar a inflação”, mais ele manipula a base monetária — e mais empobrece a população.




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